terça-feira, setembro 26, 2006
mini-post parvo
* Será que vou transformar o maravilhoso blog num daqueles irritantes blogs com 500 posts por dia que não interessam nem ao menino jesus (como diria a minha mãezinha), em que cada vez que tenho um pensamento parvo (ou estupido) venho fazer um "mini-post" só porque preciso de escrever tudo o que me passa pela cabeça?? Será que vou passar a "morar" no blog (escrever cá um pequeno apontamento de cada passo que dou...)...hmmmm espero que não!!!!!!!!
**E é isto! (de qualquer modo parece que ultimamente ninguém passa por aqui...)
***até qualquer dia, ou até amanha ás 8h!!! Nãaaaaaaaaaoooooooooooooo....
quarta-feira, setembro 20, 2006
só pra lembrar...
quinta-feira, setembro 14, 2006
Quando há quem descreve tão bem o que sentimos...
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.
Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides,borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas,a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice,facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu,a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
sexta-feira, julho 14, 2006
A senhora da cantina - A merecida homenagem
Vários momentos nos ligaram para sempre a essa senhora, cujo nome eu não recordo ou nem cheguei a saber.
Podemos começar pelas fantásticas horas de almoço que começavam ás 11 da manhã, pois, era o que o nosso horário permitia. Para quem não sabe informo que a cantina só abre ás 11e30, quero dizer só começa a servir refeições a essa hora, mas a porta está aberta muito antes. Sendo assim, nós as Mais pensávamos que não faria mal ir para lá logo um pouco antes de começarem a servir, escolhíamos cuidadosamente a mesa, conversávamos um pouco, discutíamos qual seria da ementa o prato menos perigoso de ser escolhido, esse tipo de coisas...ora não foram poucas as vezes em que a senhora da cantina nos expulsou, sim isso mesmo, só nos deixando entrar ás 11e30...poderão pensar que isso não é tão estranho assim, porque é que nós insistíamos em ir mais cedo então? Porque mais pessoas iam para lá antes da hora!! Isto mostra a especial ligação que começámos a formar com a tal senhora, que quando nos via, não conseguindo conter as suas emoções tinha de nos mandar embora porque não queria que se soubesse o tanto que gostava de nós.
Quando finalmente chegava a hora havia outro momento, chamemos-lhe ritual que nenhuma das Mais queria perder, sim a magnifica “sopa de dedo”, pois a senhora fazia questão de ao servir a sopa colocar estrategicamente o dedo polegar do lado de dentro da tigela de modo a quando pusesse a sopa esta passasse pelo seu dedo, conferindo-lhe assim, vá lá, um tempero especial.
Depois de retirarmos as nossas “sopas de dedo” chegava o momento mais emocionante, fazer o pedido, e aqui a senhora fazia render o tempo, tal era o seu apreço pela nossa companhia que demorava o mais que conseguisse neste processo usando para isso todo o tipo de artimanhas, a mais comum o chamado “diálogo de surdos”, seria qualquer coisa do género:
-queria o peixe
– é a carninha é?
– não, o peixe
– a carne está muito boa hoje (aproxima-se do tabuleiro da carne e faz menções de a começar a servir)
– Não, é PEIXE (dizíamos nós bem alto)
– ai, estás um bocadinho mal disposta hoje, o que se passa?
– nada, era o peixe POR FAVOR.
Noutros dias, entre o pedido e servir a comida a senhora gostava de nos explicar porque estava cansada, e muitas vezes como se sujeitava a ir trabalhar doente, só para o nosso bem, não podendo ser culpada de deitar micróbios nocivos para cima da nossa comida (coitadinha...).
A senhora da cantina adorava-nos e reparava sempre se passávamos algum tempo sem lá ir, por alguma razão isto assustava nos um bocadinho, mas pronto.
Mais episódios se passaram...
...podia contar-vos sobre a época em que se sentia uma certa hostilidade entre a senhora da cantina e a rapariga da caixa (sim, aquela que também tem um trabalho muito desgastante...), mas nós tentámos não nos meter muito...
...também vos podia contar dos estranhos encontros com a senhora da cantina fora do seu ambiente de trabalho (na rua, no metro, ela estava em todo o lado!!)...
...mas o que não posso deixar de referir é a história do PURÉ!!! Quando a senhora descobriu que gostávamos muito de puré, servindo doses gigantescas à mais_querida (e digo-vos, ela que é imbatível a comer puré não conseguiu acabar todo o que a senhora lhe serviu), mas especial mesmo foi aquele dia em que eu e a mais_querida chegámos para fazer o nosso pedido, e o puré tinha acabado, aí perante as nossas carinhas infelizes a senhora diz “vá lá não fiquem assim, vou fazer puré para vocês”, isto é que é ter conhecimentos na cantina!!!!
E assim, foi durante muito tempo, até que um dia chegámos à cantina, e a senhora não estava lá. Ficámos intrigada, mas como, o que teria acontecido?? Até que soubemos as noticias, a senhora da cantina tinha sido promovida, por certo graças ao seu valioso contributo para o bom funcionamento da cantina.
Ficámos um pouco abaladas, não mais haveria “sopa de dedo”, mas estamos felizes por ela: por tudo isto e muito mais, OBRIGADA SENHORA DA CANTINA!!
***podem perguntar porque é que, no Verão, passado já algum tempo desde que acabaram as aulas, com o calor que faz, etc, etc, porque me lembrei eu de vir agora falar da senhora da cantina...é porque sou parva, mas não faz mal...Boas Férias!!!!!!!!!
sexta-feira, junho 30, 2006
O 2º semestre
Para começar, conhecemos os membros do Gato Fedorento porque conseguimos fazer figuração em 2 sketches (um dos quais ainda estamos a tentar descobrir no youtube). Definitivamente, eles são uns fixes e surpreenderam-nos pela positiva.
A viagem a Soutocico! Eu e a_mais_fofa já tínhamos ido a Loulé no ano anterior, mas esta foi a nossa primeira grande viagem em conjunto que, pelas diversas peripécias, acabou por gerar vários textos que publicámos aqui no blog. Em Maio, houve nova viagem, desta vez a Loulé, para comemorar o aniversário d´a_mais_pateta; desta não fiz parte, mas consta que também se divertiram bastante.
Também fomos descobertas na faculdade e acabámos por revelar a nossa verdadeira identidade. A partir daí, estabeleceu-se um contacto entre as Mais e os membros de outros blogs – aliás até há um almoço pendente, a realizar no próximo semestre, que foi o prémio pela mensagem mais original na altura das comemorações.
Outra recordação especial foi a do aniversário da D. Edite. Por sugestão d´a_mais_fofa, preparámos uma surpresa simples (com cantorias e presente incluídos), mas que a deixou muito sensibilizada. Aliás, ela ficou tão contente que anda a contribuir para o enxoval das Mais aniversariantes.
Uma das coisas mais estranhas foi que, devido aos nossos horários, tivemos alguns furos, a maior parte dos quais passados na biblioteca! É verdade, neste semestre batemos todos os recordes. Ao fim do 2º dia de aulas, já estávamos na mesa redonda e desde então, fizemos questão de marcar sempre presença. Ok, na maior parte do tempo estávamos a conversar (peço desculpa a todos os incomodados) mas devo dizer que, no final de contas, em geral não nos safámos nada mal – é um estudo bem estranho, mas que resulta.
Um ponto alto foi a surpresa preparada à mais_fofa. Deu bastante trabalho, mas vê-la preocupada com as nossas intenções e atrapalhada quando se apercebeu do nosso plano compensou todo o esforço. A_mais_linda até correu na faculdade! (foi uma vez sem exemplo, porque ela não gosta de seguir as modas). A surpresa também estabeleceu contactos mais ou menos desejados (lol) que foram muito comentados entre nós.
Algo que aconteceu ontem mas que, para mim, precisa ser já referido (e posteriormente desenvolvido no seu próprio texto) foi o jantar no Verde e Amarelo, na Costa da Caparica. Foi muito bom estarmos todas juntas para variar (e até mais uma) e, apesar de nem ter sido assim tanto tempo, superou todas dores de cabeça que tivemos a organizar este jantar. Mais um momento para recordar.
Também aconteceram outras coisas: contactos inesperados, desistências, mais perseguições, a constatação do acordo de Bolonha (de repente, as pessoas foram confrontadas com a ideia que poderiam acabar o curso já para o próximo ano, o que não deixa de ser assustador, mas isso é digno do seu próprio post) e o programa ERASMUS, que fará com que nos próximos semestres estejamos longe de amigos, conhecidos e ‘’maridos’’.
Assim, pela conjugação de muitos factores, este ano que passou foi muito bom, mas único e irrepetível. Cabe-nos a nós aproveitar ao máximo o próximo ano (que poderá ser ou não o nosso último na Nova) e divertirmo-nos ainda mais na companhia umas das outras. Ah e também consolidar o forte domínio das Mais na faculdade (de preferência trajadas e com um enorme séquito de caloiros).
E a todos, boas férias! Até que enfim!
quinta-feira, junho 29, 2006
Todas As Mais confirmadas
Enquanto esperava pelo prometido post duma certa Mais que faria o balanço do que foi este semestre, desesperava (da mesma forma que aconteceu com o “From Loulé with love”) ao abrir esta página e ver sempre o mesmo título, as mesmas palavras sem nenhuma novidade.
Hoje As Mais vão reunir-se no seu Maravilhoso jantar de final de ano e vamos todas!!! Vou explicar este meu entusiasmo quando digo que podemos contar com a presença de todas. É que até aqui tirando uns escassos minutos entre aulas, um ou outro almoço na faculdade e algumas (poucas) aulas de história, a verdade é que raramente estamos as sete reunidas…
Poder-se-ão lembrar de alguns episódios aqui relatados anteriormente:
“À conquista de Soutocico” sem a_mais_doida
“As Mais dominam mais uma vez” sem a_mais_querida
“From Loulé with love” sem a_mais_fixe, a_mais_querida e a_mais_witch
Estes eram projectos colectivos, momentos que planeámos todas juntas mas que por motivos inesperados fomos impedidas de concretizá-los na sua plenitude.
Já há muito que reparávamos no que podemos chamar de “força misteriosa que impede a reunião de tantas Mais num mesmo espaço”. Se estivéssemos todas num qualquer corredor da faculdade alguma lembrava-se de algum assunto urgente e despedia-se rapidamente. Não, não era propositado, é a tal força…
Daí este meu entusiasmo. Hoje vamos estar todas! Não por 5 minutos, não sentadas no A14 a tentar ouvir uma aula de história, mas para um longo e incrível (de certeza que vai ser um espectáculo!) jantar!
Dentro em breve, com certeza, que alguém virá relatar este jantar de fim de ano… e pode ser qualquer uma de nós, porque vamos estar lá todas!
sábado, junho 03, 2006
O gang das torradas
Há aqueles dias em que súbitos desejos nos invadem e temos de os satisfazer de imediato. Foi o que aconteceu esta semana a mim, à_mais_pateta e à_mais_linda quando a meio dum estudo (muuuuuuuuuito pouco) intensivo, no maravilhoso antro de conhecimento e sabedoria que é a biblioteca, nos deu uma incontrolável vontade de comer torradas!!!
Hum… que bom… já nos crescia a água na boca. Estranhamente a_mais_linda nem gosta muito de torrada mas também ela não conseguia controlar aquele instinto! Ainda tentámos superar aquele desepero… Em
Enfim, não havia volta a dar-lhe, tínhamos de tê-las!
Saímos da biblioteca determinadas e lá avançámos nós em direcção ao bar onde fizemos o nosso pedido:
“São 3 torradas, se faz favor.”
A resposta não se fez esperar:
“Não tenho…”
Ãh?! Como não tem…?! Nós queremos! Precisamos! Depois de alguns segundos em em que nós nos contorcíamos de dor pela notícia recebida e a mulher impávida e serena esperava que nos recompuséssemos, apoiando-nos umas às outras, saímos. Que frustração!
Mas ainda nos restava um bar! Vamos lá! Temos de conseguir! Quando lá chegámos o pedido repetiu-se:
“São 3 torradas, se faz favor.”
“Só tenho baguetes.”
Como..?! Disse baguetes?! Mas… Pronto, não podíamos fazer mais nada estávamos condenadas a não comer torradas naquele dia. Não podíamos comer baquetes! Assim não íamos comer as tiras laterais esperando pela do meio, guardada para o fim, a melhor!!
Decidimos, amanhã voltamos e o nosso lanche serão as torradas!
No dia seguinte lá estávamos nós, na biblioteca, em busca de concentração para estudar. Mas faltava alguma coisa… Teve de ser, antecipámos o nosso lanche e fomos em busca das tão apetecidas torradas.
Frente a frente com a mesma mulher do dia anterior, o pedido repetiu-se:
“São 3 torradas, se faz favor.”
A mulher afastou-se e tudo indicava que o nosso desejo seria concretizado. Meros segundos depois voltou com a notícia mais temida.
“Não temos.”
Como não têm?! Isto não é normal! Estamos num bar, é de manhã, já ontem deram por falta do pão para torradas e hoje continuam sem ter?! É pão para torradas, senhora, pode pedir a mais que mesmo uma semana depois ainda sabe bem torrado!!! Isto não se entende!
A indignação era muita e mesmo depois de já estarmos na biblioteca não conseguíamos deixar de comentar o sucedido. Até que… claro, como é que não percebemos os sinais! O que estava a acontecer não era normal, a empregada agia de forma suspeita, como se tivesse algo a esconder, como se na verdade não nos quisesse servir… Claro que tinham algo a esconder, o pão! Elas tinham pão, claro que tinham! Mas não o servem, ficam com ele todo guardado, montes e montes de pão de forma… Elas são… o Gang das Torradas!!
*Acabámos por comer uma baguete (enorme) torrada cada uma, que bão deu para tirar a vontade das verdadeiras torradas… mas sempre deu para enganar.
***Boa Sorte nos exames para todos os que como nós desesperam nesta péssima altura do ano!